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Pagª 32 - EDIÇAO NºXXIII , Iº NUMERO  DE JUNHO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes.   



A Guerra de Joaquim Furtado

O programa da autoria do jornalista Joaquim Furtado, intitulado «A Guerra», que passou na RTP1, foi premiado com o Grande Prémio Gazeta.

Na opinião do júri, a série documental de Joaquim Furtado assume-se de forma incontroversa como um trabalho jornalístico de excepcional qualidade.

Estamos perante uma investigação baseada numa cuidadosa e criteriosa pesquisa de arquivo, mas cuja construção narrativa, ao cruzar géneros jornalísticos diferenciados, possibilita uma reconstituição de grande significado documental que, simultaneamente, permite uma melhor compreensão e abre novas perspectivas de abordagem sobre um período e acontecimentos de importância fundamental na nossa História recente, afirma o júri em comunicado, justificando a atribuição do prémio.

O Clube dos Jornalistas considera que se trata de um trabalho que, tanto pelo tema como pelo valor jornalístico, constitui um inestimável contributo para a recuperação da nossa memória colectiva, num tempo em que vários factores e vontades se conjugam para a tentativa do seu apagamento.

Ver as duas séries de nove episódios cada  aqui.

 

Mãe negra

 

Arlete Piedade



 

Mãe que teu filho carregas,
em tuas costas esforçadas,
no teu dia a dia de refregas,
nos trilhos, em caminhadas...

Procurando o parco sustento,
que noutras mesas, é sobejo...
impotente em teu sentimento,
de perda, frustração e desejo...

Queres para teu filho, o melhor,
por ele te sacrificas com amor,
em dias de desespero a sofrer...

Nesse teu quotidiano de horror,
lutas contra a doença e a dor,
para veres teu filho sobreviver!

Veja a apresentação do poema em pps com música

 

 

 

Sónia Tavares, Amália Hoje - A Gaivota (Continuação - Ver inicio)

Veja o Vídeo:

 

AMALIA ONTEM

O original no qual se apoia esta versão, foi cantado por Amália Rodrigues, seguindo música de Alain Oulman e um Poema de Alexandre O'Neill.

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.