Pagª 40 - EDIÇAO NºXXVI, IVº NUMERO DE JUNHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
EU COMIGO

Mário Matta e Silva
Só encontro uma forma de vencer pela poesia: escrevê-la! Ficamos bem com o nosso Ego e com o Mundo que nos rodeia, seja ele bonito ou feio. Desse instante faz-se uma eternidade (conforme poema que já publiquei) e de cada sentimento um desejo de viver bem com tudo e com todos, mesmo que não conformado com o mal.
O Bem é a nossa bandeira e o mal o nosso inimigo que tentamos abater com palavras harmonizadas e articuladas de forma a expressarmos os nossos «estados de alma». O espaço, mesmo que pequenino é global. A universalidade da palavra torna-nos universais. Somos a palavra com que comunicamos.
Somos um elo que liga, pela estética e pela semântica das expressões, as sensações de todo o ser racional. Vibramos assim tão simplesmente comunicando como o fizeram, muito recuadamente, Orácio, Catulo, Ovídio, Virgílio ou até Moisés, Job, David, Salomão ou Isaías. O Bem e o Amor tornou-se na religião dos Poetas.
Poesia do meu primeiro livro «NUNCA VOS DIREI TUDO» ed. 2002
EU COMIGO
Cá estou eu de novo.
Eu comigo.
Comigo unicamente.
Ausente inda que presente.
Um querer sentir que me renovo
Neste dar-me tão antigo!
Cá estou de novo... noutro apertado nó
Num diálogo sem inimigo
Olho-me, sinto-me... e só
Viajo no tempo e louvo
O facto de ser eu o meu melhor amigo
Mesmo quando me torno em meu próprio estorvo
Lá estou eu de novo numa labiríntica encruzilhada
Penso no que procuro e ainda não encontrei
Tropeço e avanço neste acidentado caminho!
Aturo-me, agrido-me, revolto-me... eu sei...
Há dias em que o mundo é uma grande laranja vazia... sem nada
E nele me refugio, só, comigo... gemendo em verso mas
baixinho..
A um poeta
Patricia Neme
Quem é esse que, em versos, minh´alma desperta
e que a faz se perder em mil tramas de amor?
Como pode entender a carência encoberta
e meu sonho mais caro em soneto compor?
Quem me vê tão desnuda e nas rimas me oferta
os anseios perdidos nas brumas da dor?
Quem me sabe encontrar de maneira tão certa...
Quando eu não mais ousava venturas supor?
Quem me faz suspirar, quem meu peito acelera,
onde está esse alguém, que me exila na espera...
No desejo, saudade... Onde achá-lo, afinal?
Ah!, Poeta... Eu quisera, de ti ser a musa,
em teus braços viver para sempre reclusa,
embalada ao cantar de gentil madrigal!
Continuação de Metodologia do Ensino do Português - Por Arlete Deretti Fernandes. Ver Inicio
O conceito é uma determinada forma de pensar, mas o que não quer dizer que já tenha chegado a um conteúdo final. Ao atingir esta fase significa operar com metacognição, que é uma operação consciente dirigida aos processos de pensamento (reflexão). Na área da linguagem chama-se metalinguagem.
Nossa forma de pensar e nosso sistema de conceitos é imposto pelo meio sócio-cultural em que vivemos. Para Vygotsky aí se incluem nossos sentimentos, nossa vida afetiva. Conceitos e afetos interagem e são de certa forma efeitos do meio sócio-histórico.
Terzi, em 1995, refletindo sobre a aprendizagem segundo Vygotsky, mostra a existência de um componente afetivo capaz de interferir na interação, dando ênfase ao respeito mútuo dos participantes.
A confiança mútua pressupõe o respeito mútuo: respeito do professor para com o aluno como ser humano e respeito do aluno para com o professor.
Vygotsky conclui que as formas superiores de comportamento aparecem duas vezes em cena durante o desenvolvimento da criança:
primeiro em uma forma coletiva (interpsicológica), ou seja, cria-se um vínculo entre a criança e os que a rodeiam. Depois, a criança transpõe a forma coletiva de comportamento para si mesma, (intrapsicológica).
A linguagem é um meio de compreensão dos outros e do resto do mundo, um meio de compreender a si mesmo, então o sujeito enquanto constrói o seu conhecimento também se constrói.
Vygotsky estabeleceu dois tipos de conceitos: os cotidianos e os científicos.
Os primeiros, correspondem ao nível mais alto de generalização, a partir de situações práticas no dia a dia, se estabelecem do concreto para o abstrato e são espontâneos.
Os conceitos científicos podem ser chamados de generalizações de pensamentos e o caminho percorrido vai do abstrato ao concreto.
A relação entre estes dois tipos de conceitos no desenvolvimento da criança passa a ser um desafio educacional, na medida em que se pressupõe mediações específicas para atingir o nível dos conceitos científicos.
Ilona Bastos
Dados Biográficos
Ilona Bastos nasceu em 1959, na cidade de S.Paulo, Brasil.
Frequentou o Curso de Formação de Professores da primeira à quarta série do primeiro grau, no Rio de Janeiro.
Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa em 1983.
Exerce advocacia em Lisboa.
Escreve poesia, contos, crónicas, e também histórias infantis.
Principais Publicações:
Poemas no JL e na Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, vol. X, da Editorial Minerva, 1998.
A Espantosa História do Dinossauro de Fraldas e outras misteriosas narrativas, Editorial Minerva, 1998 (infantil)
Entre Outubro de 1998 e Janeiro de 1999, na Revista Rua Sésamo, os contos infantis: «A Menina - Alfacinha», «A Partida», «A Chuva» e «O Eléctrico de Natal».
A Aventura ! - Site de Histórias Infanto-Juvenis de Ilona Bastos
Anões e Gigantes, Princesas Dançantes - Histórias de Encantar, de Ilona Bastos
Site Em homenagem ao escritor João Bastos (1883-1957)
Participações com poemas, contos, prosa pética e crónicas, designadamente:
e-book Diário de Bordo - Antologia Prefácio. Net http://www.mariajosezaninitauil.ebooknet.com.br/ (2005)
Os poemas "O Jardim" e "O Ritual do Café", e a crónica "O vendedor de laranjas" no Site "A Casa da Cultura"
O conto «Até um poder desconhecido» no «Bestiário - Revista de Contos», ano 2, número 17, Julho de 2005
O poema «O Tempo», na Revista de Poesia «Máquina do Mundo»
Os contos infantis «A girafa e a formiga» e «Um relógio legal», no «Cronopinhos»
Poesia na «AVSPE - Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores»
Poesia no «Poetas del Mundo»
Os poemas «A Cor dos meus Poemas», «Como soa o Poema», «Meu Canto», «O Escrever da Poesia», «O Poema Perfeito», «Um Romance», no Site da Poetisa Rosimeire Leal da Motta
No «Site da Magriça»
Na «Usina das Palavras»
No «Recanto das Letras»
Na «Sane Society» e «Sane Society 3D»
Este Site foi incluído no «Jornal da Poesia» de Soares Feitosa
Religiosas no combate ao tráfico de seres humanos
O tráfico de seres humanos é de uma grande complexidade. «Não há nação no mundo
que esteja imune a este problema social», afirmou a irmã salesiana Bernadette
Sangma, uma das participantes da conferência de imprensa que, esta manhã no
Vaticano, apresentou o II Congresso «Religiosas em rede contra o tráfico de
pessoas».
Este é um problema complexo pois são inúmeras as causa, que incidem de modo
diferenciado nos países de origem, de trânsito e de destino, destacou a
religiosa. A religiosa que trabalha nesta área da pastoral deu conta das
dificuldades para se identificar os responsáveis, destacando, no entanto, como
principais culpados as organizações criminais, que frequentemente actuam com a
conivência das autoridades locais e políticas.
«O tráfico não é uma realidade distante, acontece nas nossas ruas, nossos
bairros e atinge conhecidos, amigas e amigos, meninas e meninos das nossas
escolas e paróquias».
Não existem estatísticas precisas sobre o tráfico de seres humanos, mas estima-se que cerca de 12 milhões de pessoas, todos os anos, sejam vítimas deste problema social.
100 milhões vítimas de trabalho infantil
Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicado na passada
Quarta-feira, indica que cerca de 100 milhões de meninas são vítimas do trabalho
infantil no mundo.
De acordo com o documento intitulado «Dê uma oportunidade às meninas: combata o
trabalho infantil», a crise financeira global deve agravar ainda mais a situação
das crianças.
De acordo com a OIT, apesar de o número de crianças no trabalho ter diminuído, a
crise económica mundial pode reverter este decréscimo. O relatório chama a
atenção para a realidade de muitas famílias que preferem mandar os filhos para a
escola, deixando as filhas em casa.
A OIT adverte que muitas das vítimas do trabalho infantil sofrem também abusos
sexuais. O estudo da OIT confirma que meninas com escolaridade, conseguem
empregos melhor remunerados, casam-se mais tarde e têm menos filhos. Também as
mães com acesso à educação enviam os seus filhos à escola, aumentando
oportunidades de um futuro melhor.
A OIT destaca que três em cada quatro das crianças e adolescentes que trabalham
estão expostas às piores formas de exploração laboral infantil (tráfico humano,
conflitos armados, escravatura, exploração sexual e trabalhos de risco, entre
outros), actividades que «prejudicam de forma irreversível o seu
desenvolvimentos físico, psicológico e emocional».
No entender da OIT, a «abolição efectiva» da exploração laboral das crianças -
que «são privadas de direitos básicos, como educação, saúde, lazer e liberdades
individuais» - é um «dos maiores e mais urgentes desafios do nosso tempo».