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EDIÇAO Nº VII 

1ª SEMANA, 1º NUMERO  DE FEVEREIRO DE 2009

Este Jornal resulta de colaborações espontâneas sendo propriedade dos seus autores os créditos que delas advenham assim como a responsabilidade pelo conteúdo das mesmas. Direcção interina de Daniel Teixeira


Crença. Ilusão

Poema de Sandra Fayad

Não me apresse quando a felicidade chegar...
Não! Não quero ser rápida, não quero ser ás.
Não acelere meu ritmo, não me exija nada!
Deixe-me lerda, iludida com o amor. Em paz!

Não! Não me apresse quando a alegria pousar.
...
Pouse-me nas asas do beija-flor quando ela partir.
Deixe que me sacudam e carreguem para bem distante...
Sobreviverei talvez... Não tente me dissuadir
Com conselhos de lerdeza, sem ritmo. Sou errante...

A voar na velocidade da luz... para não ruir.

Bsb, 29/01/2009


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Continuação Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus (Ver início)

   Biografia do poeta organizador do prêmio:



VALDECK ALMEIDA DE JESUS é funcionário público federal, nasceu a 15 de fevereiro de 1966 em Jequié/BA, onde viveu até aos seis anos de idade, quando foi residir na Fazenda Turmalina (região de Itagibá/BA), onde continuou a estudar em escola pública até os 12 anos de idade.

Aluno exemplar retornou a Jequié/Ba para se matricular na 5ª série do primeiro grau, em escola pública. Ingressou nas Faculdades de Enfermagem e de Letras, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia em 1990; na Faculdade de Turismo, na Faculdade São Salvador, não concluindo os cursos. Reside em Salvador, desde fevereiro de 1993. Atualmente faz o curso de Jornalismo na Faculdade Social da Bahia.

Na capital, fez cursos de informática, teatro, relações humanas e fotografia.

Fez, ainda, curso de espanhol durante dois meses em Madri (Espanha), Santa Elena de Uairen (Venezuela), Puerto Iguazu (Argentina), Ciudad del Este (Paraguay) e La Habana (Cuba) e de inglês por três anos em Salvador, complementado por curso intensivo de três meses em Nova York, Estados Unidos.

Prêmios Literários:

a) Menção Honrosa em 1989 no 1° Concurso Nacional de Poesia, promovido pelo Instituto Internacional da Poesia, de Porto Alegre/RS
b) e no Concurso Literário Oswald de Andrade, promovido pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em 1990, na cidade de Jequié/BA
c) Classificação no concurso literário Bahia de Todas as Letras, promovido pela Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus/Ba, no ano de 2007, com o conto «Eu e o Word», com nota 7 (sete)
d) Classificação no concurso literário realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário Federal da Bahia, com a crônica «Alice», no ano de 2007, em Salvador/BA
e) Destaque no XII Concurso de Poesias, Contos e Crônicas realizado em 2007 pela ALPAS XXI, em Cruz Alta/RS com o texto «Minha paixão por livros».
f) Prêmio Luiz Mott de Cidadania 2008, pelo conjunto da obra, pela defesa dos direitos humanos e dos homossexuais, em indicação feita pelo Glich – Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania Homossexual, de Feira de Santana/Ba.

Participa das antologias:

«Poetas Brasileiros de Hoje –1984», Shogun Arte, Rio de Janeiro, 1984; «Transcendental», publicado em Salvador em 1996, pela Editora Gráfica da Bahia; «II Antologia Cultural: 500 Anos de Língua Portuguesa no Brasil», Clube de Letras, Barra Bonita/SP, 2005; «Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 14º volume», Câmara Brasileira de Jovens Escritores, Rio de Janeiro, 2005; «Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 15º volume», Câmara Brasileira de Jovens Escritores, Rio de Janeiro, 2005; «Letras Libertas - Contos, Crônicas e Poesias - Vol 2», Ilha das Letras, Santa Catarina, 2005; «XV Concurso Internacional Literário de Verão», Agiraldo, São Paulo, 2005; «Palavras que Falam», Scortecci, São Paulo, 2005; «Todas as Formas de Amar», Casa do Novo Autor, São Paulo, 2005; «O Amor na Literatura», São Paulo, Casa do Novo Autor, 2005; «Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea», Câmara Brasileira do Jovem Escritor, Rio de Janeiro, 2005; «VII Antologia Nau Literária», Komedi, São Paulo, 2005; «Ensaios Poéticos», Academia Virtual Brasileira de Letras, 2005; «Poetry Vibes», Poetry Vibes, Ohio, USA, 2005; «Ação e Reação. Pequenos Contos», AVBL, São Paulo, 2005 (livro eletrônico); «Ensaio Poético. Natureza. Vida», AVBL, São Paulo, 2005 (livro eletrônico); «Meu País é Este», AVBL, São Paulo, 2005 (livro eletrônico); «20 Anos de Poesia – Caderno 32», Oficina, Rio de Janeiro, 2005; «Pérgula Literária – VII», EVSA, Rio de Janeiro, 2005; «Sangue, Suor e Lágrimas», Arnaldo Giraldo, São Paulo, 2006; «Palavras Libertas», Roma, Uberlândia/MG, 2007; «Amor, Sublime Amor», Litteris, Rio de Janeiro, 2006; «XI Coletânea Komedi», Komedi, Campinas, 2007; «Letras Intimistas», aBrace, Montevidéu (Uruguay), 2007; «Primavera de 2006 – Inverno de 2007», Via Litterarum e Editus (UESC), Itabuna/Ilhéus, 2007; «Retratos Urbanos», Andross, São Paulo, 2008; «Poemas e Outros Encantos: nova coletânea», Edir Barbosa Editor, Teixeiras/MG, 2008; «Elo de Palavras», Scortecci, São Paulo, 2008; «Livro de Todos: o mistério do texto roubado», coordenação Imprensa Oficial, São Paulo, 2008; «Salvador: 460 anos de poesia». Organizador Roberto Leal – Omnira, Salvador/BA, 2008.

Livros publicados de forma independente:

«Heartache Poems. A Brazilian Gay Man Coming Out from the Closet», iUniverse, New York, USA, 2004; Este livro reúne poesias de desabafo, muitas delas dedicadas a mulheres, quando na verdade o escritor falava de seus amores secretos, namorados homens. «Feitiço Contra o Feiticeiro», Scortecci, São Paulo, 2005; Livro de poesias. «Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Eden», Scortecci, São Paulo, 2005; Conta a história da família do escritor Valdeck Almeida de Jesus, que enfrentou a fome e a miséria por mais de vinte anos e venceu. 100% da renda do livro foi doada às Obras Sociais Irmã Dulce. «Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Eden», Giz, São Paulo, 2007; 20% da renda do livro foi doada às Obras Sociais Irmã Dulce. Editor da «1ª Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus», Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; «Jamais Esquecerei do Brother Jean Wyllys», Casa do Novo Autor, São Paulo, 2005; «Poemas Que Falam», Casa no Novo Autor, São Paulo, 2007. «Valdeck é Prosa, Vanise é Poesia», Câmara Brasileira do Jovem Escritor, Rio de Janeiro, 2007. «30 Anos de Poesia», Câmara Brasileira do Jovem Escritor, Rio de Janeiro, 2008.

Trabalhos Diversos

a) Expositor, como escritor independente, na Bienal do Livro da Bahia, em 2005 e 2007.
b) Expositor no III Corredor Literário da Paulista, de 09 a 14 de outubro de 2007, em São Paulo/SP
c) Participação no V Fórum Social Mundial, em Porto Alegre/RS, de 26 a 31 de janeiro de 2005;
d) Participação, como organizador da Mostra de Arte e Cultura, no II Congresso Estadual do Sindjufe-BA, de 01 a 03.06.2007, no Hotel Sol Bahia Atlântico, em Salvador/BA
e) Tem poemas publicados nos jornais de grande circulação da capital e do interior do estado da Bahia, além de jornais de Brasília/DF; Colaborador, desde 1985, do jornal A PROSA, de Brasília/DF.
f) Colaborador da revista cultural Art'Poesia, de Salvador, editada por Carlos Alberto Barreto, que publica poemas de autores do mundo inteiro.
g) Palestra na ong Vento em Popa, no bairro Jardim Gaivotas, em São Paulo, em 2007, com o tema «Motivação através da leitura».
h) Colunista do site www.zonamix.com.br desde fevereiro de 2006 e do site www.radarmix.com, desde março de 2006. Nestes e em outros sites do segmento GLSBTT, o escritor colabora sempre com matérias ligadas ao mundo gay, cobertura de paradas e eventos GLBTTS.
i) Verbete do «Dicionário de Escritores Baianos», Secretaria de Cultura e Turismo, Salvador, 2006.
j) Membro da Federação Canadense de Poetas desde 2004.
k) Membro da Associação Artes e Letras (França) desde 2005.
l) Membro da União Brasileira de Escritores – UBE, desde março de 2006.
m) Em 1987 participou da Diretoria Regional do Partido Comunista do Brasil e da União da Juventude Socialista - UJS, em Jequié/BA. Eleito o primeiro diretor de imprensa do Grêmio Estudantil Dinaelza Coqueiro, do Instituto de Educação Régis Pacheco, fundou o jornal Jornada Estudantil.
n) Fundador do fã-clube do Jean Wyllys ( http://www.jeanwyllys.com ).

Seu site profissional é http://www.galinhapulando.com

O site Galinha Pulando apoia todos os eventos e movimentos de afirmação da cidadania, contra o racismo e, principalmente, contra a homofobia. Divulga também matérias e coberturas ligadas ao meio GLSBTT.

o) Colaborador do Café Literário de Camaçari/Ba, evento realizado pela coordenação do PROLER – vários anos.

Residente e domiciliado à Rua São Domingos Sávio, 155 – Edifício Gama – apartamento 401 – CEP 40050-520 – Nazaré, Salvador/Bahia, poeta e escritor, filho de Paula Almeida de Jesus e de João Alexandre de Jesus (ambos falecidos).

Fonte: http://www.portalvilas.com.br/?pg=noticia&id=4287

Valdeck Almeida de Jesus

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VER E SENTIR


                  
Cristina Maia Caetano
   (VI)

«Resistência à mudança» será o tema de hoje. Como todos nós sabemos, no decorrer da nossa vida, vamo-nos deparando sempre com situações novas e diferentes. Muitas vezes temos dificuldades em reagir e, outras de discernir qual o melhor partido tomar. Também e face às diversidades e à dificuldade em tornea-las, é por demais comum e vulgar ouvir-se «Não mereço mesmo nada de bom. Sou mesmo um desgraçado. Eu não valho nada». Porquê, não pensar antes «se ultrapassar mais este obstáculo, ficarei mais forte e viverei de um modo diferente e melhor?»

Infelizmente, a lamentação e a negatividade são uma constante no nosso mundo, na nossa sociedade, e os meios de comunicação inquestionavelmente contribuem bem para o reforço desse cenário. É só pensarmos na televisão e no seu telejornal: a predominância de assuntos maus, desastres e criminalidade, não ajuda muito na libertação de pensamentos positivos sobre cada um de nós, dos outros e da vida em geral. «Cada um» é pois, o início do começo, porque é mesmo por aí que se têm de começar: no «EU». Só com este Eu fortalecido, saudável e crente das suas capacidades, amando-se e aceitando-se tal como ele é, é que passará a ter condições para amar os outros. Perceber até onde vai o amor-próprio, onde começa a auto-piedade, o conformismo e a solidão, são um «jogo» por demais vital. «Saber» procurar as respostas dentro do nosso coração, na nossa alma, é igualmente um «truque» sábio com a função principal de eliminar muitos dissabores.

Inquestionavelmente, para melhorarmo-nos, é fundamental a consciência que «Cada um de nós é responsável pelas suas próprias vivências» e que «Cada pensamento que concebemos, contribui para a construção do nosso futuro». Por isso, pensamentos positivos serem sempre tão convenientes em todas as questões da vida... vida essa que nunca é paralisante, estática ou desinteressante, porque cada momento que passa pode ser novo e fresco. E é com essa consciência presente, que por vezes é necessário e imperioso largar passados dolorosos, perdoar todas as pessoas, incluindo nós próprios... Pois caminhar em frente é preciso!... E depois.... «A auto-aprovação e a auto-aceitação no momento presente são as chaves para alterações positivas» e quem sabe... poderemos mesmo deixar de criar as chamadas «doenças» do nosso corpo!

Lembrem-se pois, de pensarem nisto tudo carinhosamente e de ter a certeza que o melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...

(VII)

Ainda percorrendo a senda da diferença e de mudanças iniciada na crónica anterior, pensemos hoje em alguns aspectos da nossa vivência: o emprego, a alimentação, os amigos, a família e os pais.

Se mudamos de emprego ou o perdemos, o pânico instala-se. Não queremos saber se será um sinal para crescermos, para nos compreendermos ou para nos percebermos se a nossa escolha terá sido a melhor.

Se mudámos o nosso regime normal para o vegetarianismo, o apanágio de grilo aparece e o desconhecimento baila em nosso redor. Gostos alteram-se, bem como princípios e valores baseados e assentes agora na natureza e seus ensinamentos e ideais, nem que seja «manter os bichos vivinhos da costa». Afinal, talvez não interesse perceber que essa mudança pode revelar maior crescimento espiritual e que puros princípios humanistas se estão a elevar.

Se o nosso relacionamento com os amigos é diferente, tendo ficado para trás muitos deles, em vez de revoltarmo-nos, o melhor mesmo é deixarmos que «eles» se vão, simplesmente porque o seu tempo de permanência connosco ao término chegou. Lembrem-se sempre que não é forçoso que todas as pessoas que passaram nas nossas vidas, não têm de nos acompanhar até ao fim dos nossos dias. Cada um teve um papel importante, e se insistirmos fervorosa e sofregamente na «perda de amigos», não chegaremos a perceber que «a madeira velha é para abater»...e quem sabe?... Se não teríamos com necessidade de termos espaço para outras e novas amizades? Afinal, para uma melhor compreensão desta situação, basta olhar uma árvore que no Outono perde as suas folhas, mas na primavera seguinte novas, frescas e verdes folhas tornam a brotar! Mais uma vez, a natureza é sábia!

Se a família deixou de nos compreender, talvez o nosso caminho seja diferente do deles, ou simplesmente o crescimento que eles quiseram atingir esteja estabelecido. Ao resistirem à mudança, não percebem que o seu intelecto não pretende evoluir mais e muito menos discernir que o dos outros podem ter essa necessidade premente e urgente!

Se o relacionamento com os pais é explosivo, tenham calma! Pertencem a outra geração e as preocupações são sempre inerentes à segurança dos filhos.

Batalhem pois pelo vosso lugar, pelas vossas necessidades e confiem naquilo que querem, pois é a força mais universal de se poder ser feliz de forma mais plena. Depois... ninguém disse que as mudanças eram fáceis! Podem sim, tornarem-se mais vantajosas e isso só compete a cada um de nós visualizar e perceber isso... A este propósito, Louise L'Hay refere no seu livro «Pode curar a sua vida», conselhos precisos e sábios: «Eu sou o poder no meu mundo. Eu fluo o melhor que posso com as mudanças que ocorrem na minha vida. Eu aprovo-me a mim mesma e a forma como eu estou a mudar. Estou a fazer o melhor que posso. Cada dia é mais fácil. Alegro-me por estar no ritmo e no fluxo da minha vida sempre em mutação. Hoje é um dia maravilhoso. Escolho faze-lo assim. Tudo vai bem na minha vida»

Lembrem-se pois, de pensarem nisto carinhosamente e de ter a certeza que o melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...