EDIÇAO Nº VII
1ª SEMANA, 1º NUMERO DE FEVEREIRO DE 2009
Crença. Ilusão
Poema de Sandra Fayad
Não me apresse quando a felicidade chegar...
Não! Não quero ser rápida, não quero ser ás.
Não acelere meu ritmo, não me exija nada!
Deixe-me lerda, iludida com o amor. Em paz!
Não! Não me apresse quando a alegria pousar.
...
Pouse-me nas asas do beija-flor quando ela partir.
Deixe que me sacudam e carreguem para bem distante...
Sobreviverei talvez... Não tente me dissuadir
Com conselhos de lerdeza, sem ritmo. Sou errante...
A voar na velocidade da luz... para não ruir.
Bsb, 29/01/2009
Continuação Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus (Ver início)
Biografia do poeta organizador do prêmio:

VALDECK ALMEIDA DE JESUS é funcionário público federal, nasceu a 15 de
fevereiro de 1966 em Jequié/BA, onde viveu até aos seis anos de idade,
quando foi residir na Fazenda Turmalina (região de Itagibá/BA), onde
continuou a estudar em escola pública até os 12 anos de idade.
Aluno
exemplar retornou a Jequié/Ba para se matricular na 5ª série do primeiro
grau, em escola pública. Ingressou nas Faculdades de Enfermagem e de
Letras, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia em 1990; na
Faculdade de Turismo, na Faculdade São Salvador, não concluindo os
cursos. Reside em Salvador, desde fevereiro de 1993. Atualmente faz o
curso de Jornalismo na Faculdade Social da Bahia.
Na capital, fez cursos de informática, teatro, relações humanas e
fotografia.
Fez, ainda, curso de espanhol durante dois meses em Madri
(Espanha), Santa Elena de Uairen (Venezuela), Puerto Iguazu (Argentina),
Ciudad del Este (Paraguay) e La Habana (Cuba) e de inglês por três anos
em Salvador, complementado por curso intensivo de três meses em Nova
York, Estados Unidos.
Prêmios Literários:
a) Menção Honrosa em 1989 no 1° Concurso Nacional de Poesia, promovido
pelo Instituto Internacional da Poesia, de Porto Alegre/RS
b) e no Concurso Literário Oswald de Andrade, promovido pela
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em 1990, na cidade de
Jequié/BA
c) Classificação no concurso literário Bahia de Todas as Letras,
promovido pela Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus/Ba, no ano
de 2007, com o conto «Eu e o Word», com nota 7 (sete)
d) Classificação no concurso literário realizado pelo Sindicato dos
Trabalhadores no Poder Judiciário Federal da Bahia, com a crônica «Alice», no ano de 2007, em Salvador/BA
e) Destaque no XII Concurso de Poesias, Contos e Crônicas realizado em
2007 pela ALPAS XXI, em Cruz Alta/RS com o texto «Minha paixão por
livros».
f) Prêmio Luiz Mott de Cidadania 2008, pelo conjunto da obra, pela
defesa dos direitos humanos e dos homossexuais, em indicação feita pelo
Glich – Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania Homossexual, de Feira de
Santana/Ba.
Participa das antologias:
«Poetas Brasileiros de Hoje –1984», Shogun Arte, Rio de Janeiro, 1984;
«Transcendental», publicado em Salvador em 1996, pela Editora Gráfica da Bahia;
«II Antologia Cultural: 500 Anos de Língua Portuguesa no Brasil», Clube
de Letras, Barra Bonita/SP, 2005;
«Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 14º volume», Câmara
Brasileira de Jovens Escritores, Rio de Janeiro, 2005;
«Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 15º volume», Câmara
Brasileira de Jovens Escritores, Rio de Janeiro, 2005;
«Letras Libertas - Contos, Crônicas e Poesias - Vol 2», Ilha das Letras,
Santa Catarina, 2005;
«XV Concurso Internacional Literário de Verão», Agiraldo, São Paulo,
2005;
«Palavras que Falam», Scortecci, São Paulo, 2005;
«Todas as Formas de Amar», Casa do Novo Autor, São Paulo, 2005;
«O Amor na Literatura», São Paulo, Casa do Novo Autor, 2005;
«Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea», Câmara Brasileira do
Jovem Escritor, Rio de Janeiro, 2005;
«VII Antologia Nau Literária», Komedi, São Paulo, 2005;
«Ensaios Poéticos», Academia Virtual Brasileira de Letras, 2005;
«Poetry Vibes», Poetry Vibes, Ohio, USA, 2005;
«Ação e Reação. Pequenos Contos», AVBL, São Paulo, 2005 (livro eletrônico);
«Ensaio Poético. Natureza. Vida», AVBL, São Paulo, 2005 (livro eletrônico);
«Meu País é Este», AVBL, São Paulo, 2005 (livro eletrônico);
«20 Anos de Poesia – Caderno 32», Oficina, Rio de Janeiro, 2005;
«Pérgula Literária – VII», EVSA, Rio de Janeiro, 2005;
«Sangue, Suor e Lágrimas», Arnaldo Giraldo, São Paulo, 2006;
«Palavras Libertas», Roma, Uberlândia/MG, 2007;
«Amor, Sublime Amor», Litteris, Rio de Janeiro, 2006;
«XI Coletânea Komedi», Komedi, Campinas, 2007;
«Letras Intimistas», aBrace, Montevidéu (Uruguay), 2007;
«Primavera de 2006 – Inverno de 2007», Via Litterarum e Editus (UESC),
Itabuna/Ilhéus, 2007;
«Retratos Urbanos», Andross, São Paulo, 2008;
«Poemas e Outros Encantos: nova coletânea», Edir Barbosa Editor,
Teixeiras/MG, 2008;
«Elo de Palavras», Scortecci, São Paulo, 2008;
«Livro de Todos: o mistério do texto roubado», coordenação Imprensa
Oficial, São Paulo, 2008;
«Salvador: 460 anos de poesia». Organizador Roberto Leal – Omnira,
Salvador/BA, 2008.
Livros publicados de forma independente:
«Heartache Poems. A Brazilian Gay Man Coming Out from the Closet», iUniverse, New York, USA, 2004; Este livro reúne poesias de desabafo,
muitas delas dedicadas a mulheres, quando na verdade o escritor falava
de seus amores secretos, namorados homens.
«Feitiço Contra o Feiticeiro», Scortecci, São Paulo, 2005; Livro de
poesias.
«Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Eden», Scortecci, São Paulo, 2005; Conta a história da família do escritor
Valdeck Almeida de Jesus, que enfrentou a fome e a miséria por mais de
vinte anos e venceu. 100% da renda do livro foi doada às Obras Sociais
Irmã Dulce.
«Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Eden», Giz,
São Paulo, 2007; 20% da renda do livro foi doada às Obras Sociais Irmã
Dulce.
Editor da «1ª Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus», Casa do Novo
Autor, São Paulo, 2006;
«Jamais Esquecerei do Brother Jean Wyllys», Casa do Novo Autor, São
Paulo, 2005;
«Poemas Que Falam», Casa no Novo Autor, São Paulo, 2007.
«Valdeck é Prosa, Vanise é Poesia», Câmara Brasileira do Jovem Escritor,
Rio de Janeiro, 2007.
«30 Anos de Poesia», Câmara Brasileira do Jovem Escritor, Rio de
Janeiro, 2008.
Trabalhos Diversos
a) Expositor, como escritor independente, na Bienal do Livro da Bahia,
em 2005 e 2007.
b) Expositor no III Corredor Literário da Paulista, de 09 a 14 de
outubro de 2007, em São Paulo/SP
c) Participação no V Fórum Social Mundial, em Porto Alegre/RS, de 26 a
31 de janeiro de 2005;
d) Participação, como organizador da Mostra de Arte e Cultura, no II
Congresso Estadual do Sindjufe-BA, de 01 a 03.06.2007, no Hotel Sol
Bahia Atlântico, em Salvador/BA
e) Tem poemas publicados nos jornais de grande circulação da capital e
do interior do estado da Bahia, além de jornais de Brasília/DF;
Colaborador, desde 1985, do jornal A PROSA, de Brasília/DF.
f) Colaborador da revista cultural Art'Poesia, de Salvador, editada por
Carlos Alberto Barreto, que publica poemas de autores do mundo inteiro.
g) Palestra na ong Vento em Popa, no bairro Jardim Gaivotas, em São
Paulo, em 2007, com o tema «Motivação através da leitura».
h) Colunista do site www.zonamix.com.br desde fevereiro de 2006 e do
site www.radarmix.com, desde março de 2006. Nestes e em outros sites do
segmento GLSBTT, o escritor colabora sempre com matérias ligadas ao
mundo gay, cobertura de paradas e eventos GLBTTS.
i) Verbete do «Dicionário de Escritores Baianos», Secretaria de Cultura
e Turismo, Salvador, 2006.
j) Membro da Federação Canadense de Poetas desde 2004.
k) Membro da Associação Artes e Letras (França) desde 2005.
l) Membro da União Brasileira de Escritores – UBE, desde março de 2006.
m) Em 1987 participou da Diretoria Regional do Partido Comunista do
Brasil e da União da Juventude Socialista - UJS, em Jequié/BA. Eleito o
primeiro diretor de imprensa do Grêmio Estudantil Dinaelza Coqueiro, do
Instituto de Educação Régis Pacheco, fundou o jornal Jornada Estudantil.
n) Fundador do fã-clube do Jean Wyllys (
http://www.jeanwyllys.com ).
Seu site profissional é http://www.galinhapulando.com
O site Galinha Pulando apoia todos os eventos e movimentos de afirmação da cidadania, contra o racismo e, principalmente, contra a homofobia. Divulga também matérias e coberturas ligadas ao meio GLSBTT.
o) Colaborador do Café Literário de Camaçari/Ba, evento realizado pela coordenação do PROLER – vários anos.
Residente e domiciliado à Rua São Domingos Sávio, 155 – Edifício Gama –
apartamento 401 – CEP 40050-520 – Nazaré, Salvador/Bahia, poeta e
escritor, filho de Paula Almeida de Jesus e de João Alexandre de Jesus
(ambos falecidos).
Fonte: http://www.portalvilas.com.br/?pg=noticia&id=4287
Valdeck Almeida de Jesus
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COMPLETO.
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«Resistência à mudança» será o tema de hoje. Como todos nós sabemos, no
decorrer da nossa vida, vamo-nos deparando sempre com situações novas e
diferentes. Muitas vezes temos dificuldades em reagir e, outras de
discernir qual o melhor partido tomar. Também e face às diversidades e à
dificuldade em tornea-las, é por demais comum e vulgar ouvir-se «Não
mereço mesmo nada de bom. Sou mesmo um desgraçado. Eu não valho nada».
Porquê, não pensar antes «se ultrapassar mais este obstáculo, ficarei
mais forte e viverei de um modo diferente e melhor?»
(VII)
Ainda percorrendo a senda da diferença e de mudanças iniciada na crónica
anterior, pensemos hoje em alguns aspectos da nossa vivência: o emprego,
a alimentação, os amigos, a família e os pais.
VER E SENTIR
Cristina Maia Caetano
(VI)
Infelizmente, a lamentação e a negatividade são uma constante no nosso
mundo, na nossa sociedade, e os meios de comunicação inquestionavelmente
contribuem bem para o reforço desse cenário. É só pensarmos na televisão
e no seu telejornal: a predominância de assuntos maus, desastres e
criminalidade, não ajuda muito na libertação de pensamentos positivos
sobre cada um de nós, dos outros e da vida em geral. «Cada um» é pois, o
início do começo, porque é mesmo por aí que se têm de começar: no «EU».
Só com este Eu fortalecido, saudável e crente das suas capacidades,
amando-se e aceitando-se tal como ele é, é que passará a ter condições
para amar os outros. Perceber até onde vai o amor-próprio, onde começa a
auto-piedade, o conformismo e a solidão, são um «jogo» por demais vital.
«Saber» procurar as respostas dentro do nosso coração, na nossa alma, é
igualmente um «truque» sábio com a função principal de eliminar muitos
dissabores.
Inquestionavelmente, para melhorarmo-nos, é fundamental a consciência
que «Cada um de nós é responsável pelas suas próprias vivências» e que
«Cada pensamento que concebemos, contribui para a construção do nosso
futuro». Por isso, pensamentos positivos serem sempre tão convenientes
em todas as questões da vida... vida essa que nunca é paralisante,
estática ou desinteressante, porque cada momento que passa pode ser novo
e fresco. E é com essa consciência presente, que por vezes é necessário
e imperioso largar passados dolorosos, perdoar todas as pessoas,
incluindo nós próprios... Pois caminhar em frente é preciso!... E
depois.... «A auto-aprovação e a auto-aceitação no momento presente são
as chaves para alterações positivas» e quem sabe... poderemos mesmo
deixar de criar as chamadas «doenças» do nosso corpo!
Lembrem-se pois, de pensarem nisto tudo carinhosamente e de ter a
certeza que o melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...
Se mudamos de emprego ou o perdemos, o pânico instala-se. Não queremos
saber se será um sinal para crescermos, para nos compreendermos ou para
nos percebermos se a nossa escolha terá sido a melhor.
Se mudámos o nosso regime normal para o vegetarianismo, o apanágio de
grilo aparece e o desconhecimento baila em nosso redor. Gostos
alteram-se, bem como princípios e valores baseados e assentes agora na
natureza e seus ensinamentos e ideais, nem que seja «manter os bichos
vivinhos da costa». Afinal, talvez não interesse perceber que essa
mudança pode revelar maior crescimento espiritual e que puros princípios
humanistas se estão a elevar.
Se o nosso relacionamento com os amigos é diferente, tendo ficado para
trás muitos deles, em vez de revoltarmo-nos, o melhor mesmo é deixarmos
que «eles» se vão, simplesmente porque o seu tempo de permanência
connosco ao término chegou. Lembrem-se sempre que não é forçoso que
todas as pessoas que passaram nas nossas vidas, não têm de nos
acompanhar até ao fim dos nossos dias. Cada um teve um papel importante,
e se insistirmos fervorosa e sofregamente na «perda de amigos», não
chegaremos a perceber que «a madeira velha é para abater»...e quem
sabe?... Se não teríamos com necessidade de termos espaço para outras e
novas amizades? Afinal, para uma melhor compreensão desta situação,
basta olhar uma árvore que no Outono perde as suas folhas, mas na
primavera seguinte novas, frescas e verdes folhas tornam a brotar! Mais
uma vez, a natureza é sábia!
Se a família deixou de nos compreender, talvez o nosso caminho seja
diferente do deles, ou simplesmente o crescimento que eles quiseram
atingir esteja estabelecido. Ao resistirem à mudança, não percebem que o
seu intelecto não pretende evoluir mais e muito menos discernir que o
dos outros podem ter essa necessidade premente e urgente!
Se o relacionamento com os pais é explosivo, tenham calma! Pertencem a
outra geração e as preocupações são sempre inerentes à segurança dos
filhos.
Batalhem pois pelo vosso lugar, pelas vossas necessidades e confiem
naquilo que querem, pois é a força mais universal de se poder ser feliz
de forma mais plena. Depois... ninguém disse que as mudanças eram
fáceis! Podem sim, tornarem-se mais vantajosas e isso só compete a cada
um de nós visualizar e perceber isso... A este propósito, Louise L'Hay
refere no seu livro «Pode curar a sua vida», conselhos precisos e
sábios: «Eu sou o poder no meu mundo. Eu fluo o melhor que posso com as
mudanças que ocorrem na minha vida. Eu aprovo-me a mim mesma e a forma
como eu estou a mudar. Estou a fazer o melhor que posso. Cada dia é mais
fácil. Alegro-me por estar no ritmo e no fluxo da minha vida sempre em
mutação. Hoje é um dia maravilhoso. Escolho faze-lo assim. Tudo vai bem
na minha vida»
Lembrem-se pois, de pensarem nisto carinhosamente e de ter a certeza que
o melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...