EDIÇAO NºXVI , 1º NUMERO DE ABRIL DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade
A saÃda é estudar

Por: Valdeck Almeida de Jesus
A geografia do mundo moderno já está estabelecida. Poucos são os paÃses que ainda lutam com armas bélicas para garantir seus territórios ou para incorporar mais alguns quilômetros de terra ou mar ao seu mapa geográfico.
O desafio agora é outro. O domÃnio de tecnologia, criação de alternativas energéticas, combate a novas e velhas doenças, controle de mercados mundiais.
O serviço braçal é cada vez menos remunerado e as atividades perigosas, repetitivas e estressantes estão sendo automatizadas ou substituÃdas por novas tecnologias.
Plantações inteiras, bom como colheitas de milhões de toneladas de alimentos são realizadas por máquinas. Não há mais lugar para esforço fÃsico nem para quem não está apto intelectualmente.
A globalização dos negócios, a compra e venda via internet, os negócios internacionais e as empresas transnacionais ou multinacionais tomam para si todo o mercado mundial.
Não há mais necessidade de escritórios e pólos produtivos estarem no mesmo espaço fÃsico, pois uma empresa brasileira pode ter sua matriz em qualquer lugar do mundo, contratar mão-de-obra num paÃs, produzir e vender em outro.
O trabalhador braçal não é mais necessário, ou sua importância está cada vez menor. Serviço chamado «pesado» ou repetitivo é realizado por máquinas e por robotes automatizados.
O homem, como fonte de energia bruta para o trabalho, não é mais necessário. Precisa-se dele como máquina pensante, como novo paradigma para novas funções e desafios.
Com o advento da revolução industrial, sobrou tempo para o homem cuidar da intelectualidade, para o lazer, para se dedicar às questões existenciais. O estudo e a criação, aliado a uma gama de novos conhecimentos foram se multiplicando mundo a fora, exigindo cada vez mais uma mente brilhante para a convivência com toda a tecnologia que invadiu o planeta.
É impossÃvel viver no mundo moderno sem o domÃnio da tecnologia; é impossÃvel dominar a tecnologia, sem exercÃcio mental, sem investir em conhecimento e pesquisa.
O mundo moderno precisa de cientistas nos laboratórios e em cada esquina do planeta. A única saÃda é estudar, e muito. O paÃs que mais investir em educação é o que colherá os melhores frutos nessa nova sociedade firmada por informação e tecnologia.
Aà é que entra a educação como mola propulsora desse novo homem, para que ele não seja completamente ultrapassado por tecnologias novas.
Não resta alternativa aos governantes: é premente um novo rumo educacional, que
estimule o uso do cérebro, que tire da prisão do obscurantismo a grande massa
humana e a lance num novo mundo em que o uso inteligente da mente vai ser
indispensável.
Valdeck
Almeida de Jesus
E...MAIS NADA !
José Geraldo Martinez
Eu que me achava imune...
Vivia de bem comigo!
Brincalhão por costume...
Hoje? Depressivo!
Sem motivo ou razão.
Tristeza louca e sem fim...
Bem vinda seja escuridão,
mergulhada dentro de mim!
Em preto e branco vejo tudo!
Uma fraqueza de alma, latente...
É só a cama que me acalma,
o silêncio que desejo presente!
Tento sorrir... não consigo.
Brincar com este eu depressivo
que tenta fingir tão somente,
ser de mim, grande amigo ?
Lá fora nem sei !
Onde andariam meus amigos?
Cá dentro solitário me fechei...
Na saga dos homens perdidos!
Como estariam as tardes
que pousam nos horizontes distantes...
Amigas de minha velhas caminhadas,
daquele eu cheio de vida d"antes!
As ruas em burburinho
com gente que vai e que vem...
Os quadros pintados nos caminhos,
nas viagens bucólicas de trem...
As minhas gargalhadas onde estariam?
Os ecos perdidos no além...
Hoje não vencem as paredes de arrimo,
do quarto que só me provém!
Os corpos que me esperam...
As bocas com sede de beijo?
Os amigos que fujo qual bicho...
Sem pejo!
Eu que me achava imune ?
Quero o colo do nada!
Calar-me sem queixume
em minha solitária morada...
Um cigarrro por companhia...
Uma réstia de esperança para um novo
dia
E...mais nada!
«Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas
metamorfoses...»
(A.D)
Relações literárias luso-brasileiras regressam à Universidade de Lisboa
Professores universitários portugueses e brasileiros discutem nos dias 13 e 14 os cruzamentos da literatura dos dois paÃses no colóquio Textos e Fronteiras.
Lisboa acolhe a segunda edição
deste colóquio luso-brasileiro. As relações entre Portugal e Brasil no domÃnio
da literatura vão regressar à Universidade de Lisboa. A Faculdade de Letras
(FLUL) receberá nos próximos dias 13 e 14 a segunda edição do Textos e
Fronteiras, o colóquio internacional das relações literárias luso-brasileiras.
A conferência de abertura, no anfiteatro 3 da FLUL, no dia 13, ficará a cargo de
Antonio Dimas, da Universidade de São Paulo, que leva à capital portuguesa uma
palestra intitulada Gilberto Freyre pelas Ã?fricas durante o salazarismo.
No primeiro dia do colóquio haverá um leque diversificado de temas em debate.
Maria Eunice Moreira, da PontifÃcia Universidade Católica do Rio Grande do Sul,
falará sobre o estudo do romantismo brasileiro, enquanto Maria Aparecido
Ribeiro, da Universidade de Coimbra, abordará a revista Panorama.
A poesia luso-brasileira, os amigos brasileiros de Bocage, a caligrafia
artÃstica de Manoel de Andrade de Figueiredo e as crónicas e ensaios de José
Lins do Rego sobre Portugal são apenas alguns temas que os convidados do
colóquio levarão ao evento.
Estarão presentes entre os oradores, de acordo com a programação do colóquio,
professores de Lisboa, Algarve, Coimbra, Porto, Évora, Açores, BrasÃlia, Rio
Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, entre outras origens.
Com a realização a cargo da Universidade de Lisboa e da PontifÃcia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul, o colóquio reúne este ano o patrocÃnio da FCT,
das presidências dos conselhos directivo e cientÃfico da Faculdade de Letras da
Universidade de Lisboa, da Embaixada do Brasil em Portugal e da PontifÃcia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
MinC e Funarte elaboram programa de fomento ao artista de rua
Está em fase de elaboração na Fundação Nacional de Artes (Funarte) o edital do programa Arte na Rua, que concede aporte financeiro para projetos de teatro, circo e dança de rua, com publicação prevista ainda para o primeiro semestre de 2009.
O programa foi idealizado após audiência em que o ministro da Cultura, Juca
Ferreira, e o presidente da Funarte, Sérgio Mamberti, receberam a Rede
Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), no fim de fevereiro, em BrasÃlia. Na pauta,
além da reivindicação de ações especÃficas de fomento a grupos e artistas de
rua, estava o fim da taxa de ocupação de espaços públicos dos municÃpios, a
inclusão das pequenas produtoras culturais no Simples Nacional, entre outros
temas.
A audiência faz parte de uma série de encontros com que a Funarte tem buscado
ouvir a classe artÃstica em todas as regiões do paÃs, a fim de elaborar
programas que contribuam para desenvolver a economia criativa brasileira e a
ampliar o acesso do cidadão à cultura. Também participaram o diretor de Artes
Integradas da Funarte, Tadeu di Pietro; o secretário executivo adjunto do MinC,
Gustavo Vidigal; a chefe de gabinete do Iphan, Fernanda Pereira; e os
representantes da RBTR Chicão Santos (Região Norte), Giancarlo Carlonagmo (Sul)
e Hélio Fróes (Centro-Oeste).
Na ocasião, foi acertado o apoio da Funarte e do MinC ao V Encontro Nacional da
Rede Brasileira de Teatro de Rua, em abril, na Aldeia de Arcozelo, em Paty do
Alferes (RJ). Outro item da pauta foi a taxa de ocupação que muitas prefeituras
cobram dos artistas, ao autorizar a apresentação de espetáculos nos espaços
públicos das cidades.
A taxa inviabilizaria esse tipo de produção artÃstica, por gerar custos e por
representar um entrave burocrático. O ministro Juca Ferreira afirmou o
compromisso de buscar a solução para o problema junto aos estados e municÃpios.
Durante a audiência, foram debatidos outros temas como a previdência para os
trabalhadores da cultura; o Plano Nacional de Cultura; a Proposta de Emenda Ã
Constituição 150/03, que garante à Cultura pelo menos 2% da receita tributária
anual da União; e a Lei Complementar 128/08, que aumenta a carga tributária das
pequenas produtoras de artes cênicas, ao excluÃ-las do Simples Nacional.
Memorial do Inferno no Jardim do Éden Moreno -Tropical do Escritor Valdeck Almeida de Jesus
Artigo/Resumo (Pequena Resenha CrÃtica)
Silas
Correa Leite.
Teórico da Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direi-tos Humanos, de Itararé- SP, Cidade Poema
E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogues: www.portas-lapsos.zip.net ou www.campodetrigocomcorvos.zip.net
«Não é de todo infeliz aquele que pode
contar a si mesmo a sua história...»
Maria Zambrano
A vida de cada um, cada ser, é a cruz de cada um. Páginas abertas de lágrimas e eventuais conquistas. A cruz de cada um, de cada ser-ente, está inserida na vida de cada um. Vidas são livros. O inferno são os outros, diria Jean-Paul Sartre. Cada um deve saber o que faz de si, depois do que a vida paulatinamente lhe der de lágrimas, espadas, toleimas, cruzes e enfrentações.
«A dor da gente/Não sai no jornal» canta Paulinho a Viola. Pois o belo livro «Memorial do Inferno», da Giz Editorial (SP), 190 páginas, Edição 2007, escrito pelo funcionário público e escritor Valdeck Almeida de Jesus, ainda tem, paradoxalmente ao nome, um irônico subtÃtulo: «A Saga da Familia Almeida no Jardim do Éden».
Um romance (?) recheado de memórias revisitadas, histórias de caminhaduras alegres-tristes, amargas-pungentes, quando uma mãe – e sempre adorei as mães dos romances (a última do romance Dois Irmãos de Milton Hattoum é genial) – brilha, assoma-se mesmo na sua limitação, e, ainda, para mim, algumas das acontecências de narrativas tendo muito a ver com a minha própria história de luta, e origem humilde, de humilhações, sofrências, e, por conseguinte, determinação e lições de vida.
Na Bahia, o jardim do éden «moreno-tropical» das famiglias estilo ACM e outros mandos (e desmandos), contrastes sociais, mais os registros de dor, e a nudez do nosso periférico e selvagem capitalhordismo americanalhado e, por outro lado, o humano brado retumbante do escritor contra tudo e contra todos, com páginas de horror e lágrimas, contadas na lata, com ternura e simplicidade.
Sensibilidade a flor da pele, rasgando memórias cruas, nuas, plangentes. Saà da leitura como se limado pelo serrote das contações que vão vazando as lágrimas letrais do autor. «O certo é para sempre/Na dúvida, volte ao ventre/Nunca saia da mãe/Pra não chorar depois», disse TAO (in, TAO, o Homem a Caminho do Céu, Lao Tse).
A mãe do autor (enormemente mãe no romance/memorial), não era uma bruxa, mas, certamente que espetacularmente um anjo, mas no limbo telúrico de nossas prosopopéias e refinamentos existenciais em inferior plano do mundo de nosotros. Triste Bahia, diria (cantaria) o Veloso Caetano.
Depois de vencer a miséria, a dor, a fome, o vencedor dilata o tempo de viver ao escrever sua história ? Uma viagem para dentro do que deveria ser um éden que, dizem, em se plantado tudo dá (carta de Pero Vaz Caminha/1500), mas, na verdade há uma elite desaforada, um descompromisso do estado com os seus carentes, um neoliberalismo câncer com tufos de espertos na sociedade podre.
Meu lado marxista-teórico (socialista
democrático e anarquista técnico) atiçou um sonho por um humanismo de
resultados. Dói viver. Dói saber. Dói ler sobre heróis anônimos que, atrelados Ã
carroça dos séculos, fazem a vida acontecer, apesar de tudo, pois a justiça
falha, ainda não temos uma democracia racial.
O autor, como se contando a história na sua frente, na sua cara, ao seu jeito
peculiar, aos poucos, homeopaticamente mas com tantas peculiaridades, diz dos
campos de plantações a engenhos, da periferia sociedade anônima a paragens
brasileirinhas, e assim vai despojando tudo que sofreu, tudo o que se passou; a
sua saga dentro dos tantos brasis gerais, abandonado pelos podres poderes, até o
inicio de uma nova esperança como a de agora no paÃs, que é um operário que
passou fome, nordestino, e que no poder federal resgata o sonho do sofrido povo,
um metalúrgico-presidente, o Lula que também tem sua história de dor e
determinação, até o apogeu que nos honra, como a minha história e a de milhões
de descamisados, excluÃdos sociais, sem terra, sem teto, sem pão, sem amor, os
quase sem pátria da colonização exploradora, da libertação de escravo que
libertou mas não os indenizou (indenizou os patrões escravocratas filhotes da
elite dominante) depois a falta de uma reforma agrária (que era coisa de
comunista segundo a visão bocó dos incompetentes militares ditadores), depois
passando pela insensibilidade de um poliglota presidente-sociólogo que se aliou
a antros neoliberais do demo, daà um livro do peso como «Memorial do Inferno»
ser até um importante documento datado, pari passu, a contar com detalhes de
como rolam as coisas nos cantos do paÃs continental, e como é extremamente muito
difÃcil sair na ponta da pirâmide, e ainda poder, vitorioso mas com seqüelas,
narrar, contar; a lágrima, a dor. E um povo, uma familia, uma região; de um
lugar, de um tempo, das injustiças pelos campos e cidades...a carne sentida, a
alma sentida, a narração sentida...
Escritor por temáticas evolutivas de percurso (da vida do autor), o livro faz
rir, faz chorar, assusta; ficamos vermelhos (raiva, vergonha, horror), leva e
traz a sua pulsação letral, fere a nossa sensibilidade a partir de uma realidade
pura (os brasis dentro do Brasil), a dura realidade; o sagrado coração da terra
está ali, numa edição com placas e capturas de tristices, tocando a sua alma,
ferindo o seu aguçado espÃrito por coisas que retratam amarguras, impunidades,
injustiças, medos, fugas, sonhos. Ai de ti JequÃe!
O Pai (quase sempre ausente), a Mãe, sempre força e luz, residências, formação escolar, religiosa, a roça, a represa, trabalhos, inundações, militância polÃtica, viagens - o colorido big brother brasil real é outra coisa (o espelho pode ser uma navalha) - os aflitos, os rios, as leituras como fugas, tudo um roteiro para desafiar a insanidade dos homens, peitar irrazões, fazer com que o bendito herói que cada um tem e traz consigo, aflore, brilhe, deixe lastro na passagem, ou vire marginal, fique louco, caia fora da estrada, pague seu preço – a barra pesada de viver, baby! – pois, ao contrário do que diz a balada antiga, o mundo não pára pra gente descer.
Castro Alves já dizia: «A luta é renhida/Viver é lutar.» E todo pensador
que leu Karl Marx, ou todo sentidor que lê a vida das riquezas injustas, dos
lucros impunes...das propriedades roubos, sabe o que há por trás da verdadeira
história oficial desse paÃs. Cazuza cantava contra a infame elite dominante: «A
tua piscina está cheia de ratos/A tua memória não corresponde aos fatos(...)/O
tempo não pára...»
Poucos sobreviveriam lúcidos e inteiros(e poetas!), com sensibilidade inteira e
viçada, passando o que passou a Familia Almeida de Jesus, sob a tutela da Mãe do
autor e depois dele mesmo com seus erros e acertos, com seus sagraciais altos e
baixos, com tantos sonhos e pirações, nas idas e vindas, nas depressões, nas
causas frustradas e desesperos orquestrados, pagando seus micos, pagando seus
ritos, pagando com suor e sangue.
Fechando seus ciclos, a alma sendo testada entre os escorpiões do percurso, as orientações lÃricas e as escritas-derramas como testemunhos-depoimentos, contações de coisas duras de engolir, muito mais de sabê-las acontecidas. Como se uma espécie de refinação do Eu de si, que mal cabia em si, atrás de uma luz depois do fundo do poço, muito apem do fim do túnel. Para grandes heróis, grandes desafios? Essa é a obra. Esse é o Valdeck Almeida de Jesus.
A história daria um filme com final feliz. Que final feliz é a nossa cota de angustia e a nossa cota de dor que nunca daremos aos brancos, nós, mestiços, ainda assim, dos filhos deste solo, filhos da pátria? Diz o autor na página de apresentação: «...Esta familia não mediu esforços para superar as muitas barreiras que lhe foram impostas, vencendo os mais diversos obstáculos(...). Sem perder a fé no futuro, sempre incerto e duvidoso, a Familia Almeida conseguiu, com sua luta, atingir os objetivos almejados e marcar seu lugar ao sol» (Pg. 13).
Fibra e valentia. Honra e glória. Agonia e depois o sucesso. Lições? Valdeck Almeida de Jesus, filho de Paula Almeida de Jesus e de João Alexandre de Jesus, que era um João sem terra, nesse continental afrobrasilis, agora é um vencedor, autor de livros, dando seu depoimento. A dolorosa e angustiante compreensão intima dos acontecimentos, passa pela qualidade do livro de Valdeck, feito também um Memorial de Lágrimas.
Idel Becker
aponta a leitura e estudo do passado como uma releitura da história que nos
obrigue a algumas atitudes: intenções morais, indicação de rumos para a conduta
humana, diagnóstico e terapêutica. O autor cita a frase (em hebraico) de Cristo
na Cruz: “Eli! Eli! Lama Sabactâni (Deus Meu! Deus Meu! Por que me
Desamparaste?) narrado por São Mateus nos novos evangelhos. Talvez os
jesuscristinhos desses brasis gerais dentro de um outro o Brasil S/A (que só é
rico para os ricos, não é rixo para os pobres) precisem de arados letrais para
plantarem suas retóricas, suas narrativas, seus documentos literários de vida e
brilho. De sangue e luz. De consciência do dever cumprido, apesar de tudo. Com
atributos de fé, de coragem, de ousadia e de uma vontade de mudar para fazer
sentido o verbo viver, dar sustância na sua significância plena nesse nosso
plano terrestre.
Não é qualquer dia que a gente lê por inteiro e com clara tristeza – a história
é remorso, cantou Drumond – a vida-livro de um vencedor que pagou sua pena, até
literalmente mesmo que seja, tirou de letra.
Adorei ler o Memorial do Inferno escrito por um ser humano que está em plena forma e luz. Afinal, alguém de entre os fracos e oprimidos, tem que sobreviver para contar a verdadeira história do povo sofrido. Valdeck Almeida de Jesus, para finalizar, em sua homenagem, cito seu conterrâneo Caetano Veloso, meu Ãdolo: «Respeito muito suas lágrimas.»
BOX
Memorial do Inferno, A Saga da Familia Almeida no Jardim do Éden
Editora GIZ Editorial – SP/2007 - www.gizeditotial.com.br
Autor Valdeck Almeida de Jesus
E-mail: valdeck@hotmail.com
RESENHA
Silas Correa Leite. Teórico da Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direitos Humanos, de Itararé-SP, Cidade Poema
E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogues: www.portas-lapsos.zip.net
ou www.campodetrigocomcorvos.zip.net